Inteligência emocional

O Desafio de Aristóteles

“Qualquer um pode zangar-se isso é fácil. Mas zangar-se com a pessoa certa, na medida certa, na hora certa, pelo motivo certo e da maneira certa não é fácil.” – ARISTÓTELES, Ética a Nicômaco

Fazer a coisa certa chama-se Inteligência Emocional, e está relacionada a habilidades tais como motivar a si mesmo e persistir mediante frustrações; controlar impulsos, canalizando emoções para situações apropriadas; praticar gratificação prorrogada; motivar pessoas, ajudando-as a liberarem seus melhores talentos, e conseguir seu engajamento a objetivos de interesses comuns.

Nossas emoções, muito mais do que obstáculos a serem superados, são o fator definitivo entre a vitória e a derrota.

Sobrevivência: nossas emoções possuem o potencial de nos servir como um sofisticado e delicado sistema interno de orientação. Nossas emoções nos alertam quando as necessidades humanas naturais não são encontradas. Por exemplo, quando nos sentimos sós, nossa necessidade é encontrar outras pessoas. Quando nos sentimos receosos, nossa necessidade é por segurança. Quando nos sentimos rejeitados, nossa necessidade é por aceitação.

Tomada de decisões: nossas emoções são uma fonte valiosa de informações. Nossas emoções nos ajudam a tomar decisões. Os estudos mostram que quando as conexões emocionais de uma pessoa estão danificadas no cérebro, ela não pode tomar nem mesmo decisões simples. Por quê? Porque não sentirá nada sobre suas escolhas.

Ajuste de limites: quando nos sentimos incomodados com o comportamento de uma pessoa, nossas emoções nos alertam. Se nós aprendermos a confiar em nossas emoções e sensações, isto nos ajudará a ajustar nossos limites que são necessários para proteger nossa saúde física e mental.

Comunicação: nossas emoções ajudam-nos a comunicar com os outros. Nossas expressões faciais, por exemplo, podem demonstrar uma grande quantidade de emoções. Com o olhar, podemos sinalizar que precisamos de ajuda. Se formos também verbalmente hábeis, juntamente com nossas expressões teremos uma possibilidade maior de melhor expressar nossas emoções. Também é necessário que nós sejamos eficazes para escutar e entender os problemas dos outros.

União: nossas emoções são talvez a maior fonte potencial capaz de unir todos os membros da espécie humana. Claramente, as diferenças religiosas, cultural e política não permitem isto, apesar das emoções serem “universais”.

Você é inteligente. E suas emoções?

De nada adianta a capacidade mental e o conhecimento técnico se não sabemos como lidar com as informações, com as pessoas e com a vida.

Já vai longe a época em que se valorizava o QI na hora da contratação – fosse ele referente a capacidade mental e conhecimento técnico (Quociente de Inteligência) ou mera atenção de indicações (Quem Indica). Claro, os QIs ainda contam pontos, mas poucos. Agora, mais importante é outro tipo de inteligência.

Em busca do sucesso na vida o que vale mesmo são as emoções. Melhor dizendo, a Inteligência Emocional: o equilíbrio das ações e atitudes de um indivíduo, através do qual ele aprende a manter o autocontrole, identificando com ponderação e justiça as diversas situações ocorridas em seu dia-a-dia. A tal inteligência emocional é a coqueluche do momento e está sendo apontada como o caminho mais curto para melhorar sua qualidade de vida.

Entretanto, inteligência emocional sem inteligência racional não funcionam. É preciso que elas sejam harmônicas, complementares e estejam em equilíbrio. Se pensarmos que a maioria das situações de trabalho está envolvida no relacionamento entre as pessoas, podemos concluir que pessoas com qualidades de relacionamento humano – como afabilidade, compreensão, gentileza – tem mais chances de alcançar o sucesso.

É possível melhorar meu QE?

A primeira tarefa é desaprender e reaprender, devido ao fato de que seus hábitos emocionais foram aprendidos na infância.

Agora vem a pergunta de ouro: você saberia reconhecer a oportunidade de mudar suas emoções de forma profunda caso ela se apresente a você?

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Rafael Zen

Eu sou fascinado pelos mistérios e conexões entre o corpo, a mente e a consciência. E o que poderia existir de mais transformador do que o conhecimento de si mesmo?
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