Nosso corpo, nossa mente!

Não é novidade mais que nosso corpo fala conosco o tempo todo. Quem nunca olhou para o rosto de outra pessoa e automaticamente disse “olha que cara de preocupação”. Em nossa expressão facial, na dilatação de nossas pupilas, em nossa forma de andar… tudo, absolutamente tudo denota, de momento a momento, nosso estado emocional. Mas este conceito, apesar de ter recebido uma nova roupagem através da PNL e estudos de linguagem corporal, é ainda mais antigo do que se pensa.

Nosso corpo conserva a memória viva de nossas experiências. Olhando para sua forma, compreenderemos seu contexto psíquico.

Em meu trabalho terapêutico, tenho a oportunidade de utilizar princípios de duas ciências que reconhecem nossa carga emocional através de nossa anatomia: a iridologia e o ayurveda.

A iridologia, como o termo esclarece, reconhece nossa anatomia interna através do estudo de nossa íris. Através dos sinais em nossos olhos, encontramos tendências genéticas e hereditárias, fragilidades físicas, aptidões e distúrbios emocionais. É possível reconhecer uma pessoa rígida, emocional, conciliadora ou extremista; além de encontrar sinais que demonstram quais são as emoções mais comuns e como o cliente tem interpretado e somatizado estas emoções em seu corpo.

O Ayurveda é considerado ainda mais antigo do que a acupuntura e a precursora do conhecimento oriental dos meridianos. Tem por base o estudo da natureza humana através dos “doshas”, dividindo nossos tipos físicos – e emocionais – em 3 categorias distintas:

Vata: As pessoas com esta predominância são geralmente magras, ativas e costumam ter a pele seca. Extrovertidos, quando equilibrados são sonhadores e abstratos. O desequilíbrio deste dosha traz o medo e a ansiedade.

Pitha: tem a constituição mediana, líderes por natureza. Suas características são quente, oleoso e leve. São pessoas ativas e com boa conformação física. Quando desequilibradas apresentam nervosismo e irritabilidade.

Kapha: Tranqüilos, alegres e de bem com a vida. As pessoas com esta predominância costumam ser grandes e pesadas, podendo facilmente tender à obesidade e a tristeza quando em desequilíbrio.

Todos nós somos resultado destas combinações. Conhecer nosso dosha dominante e nossa estrutura da íris são uma ferramenta fantástica para adentrarmos ainda mais em nosso processo de autoconhecimento. Características que por vezes sequer sonhamos ter estão lá, estampas “aos olhos” de quem quiser ver, basta interpretar.

Por traz de toda a ciência capaz de identificar um desequilíbrio, existe uma forma específica de re-harmonização. O Ayurveda tem seus próprios procedimentos (yoga, massagens e dietas); a iridologia geralmente busca através da naturopatia o reequilíbrio orgânico como fonte de equilíbrio emocional (já que nosso sistema nervoso é intimamente relacionado com o que ingerimos). Há meios de relacionar os florais de Bach (os mais universalmente conhecidos) com os doshas e tipos iridológicos. Desta forma, basta conhecer a estrutura física de alguém para poder se fazer uma recomendação bem acertada! Mas aí vem o interessante: trabalhar com florais e naturopatia pode mudar sua forma de encarar o mundo ao longo de 2 meses de tratamento. E com EFT? Algumas vezes, em 2 horas!

Em uma de minhas sessões de EFT, chegamos num ponto em que a cliente (pitha, portanto com muita raiva e culpa) não conseguia expressar o que ainda a incomodava. Olhando em sua íris observei um sinal de mágoa no fígado. Ao ouvir a observação as lágrimas correram… somente aí ela foi se dar conta do que realmente a incomodava. Embora o sentimento fosse visível para mim, falar sobre o sinal em seus olhos a tocou profundamente…

Pessoas emocionais contidas têm dificuldade de falar sobre seus problemas… os extremistas, falam mais do que o necessário!

Ao atender um caso de obesidade (uma kapha emocional), encontrei na íris excesso de atenção materna e carência de pai. Durante as rodadas de EFT, o trabalho tomou um rumo natural e espontâneo para esta questão, tendo sido justamente os pais os responsáveis pela obesidade. Óbvio não? Mas o interessante foi saber antes pelos olhos do que pelas palavras do cliente. Afinal, nossos olhos são as janelas da alma…

Portanto, conciliar EFT ao reconhecimento destas características é sempre benéfico no atendimento, pois nos dá uma idéia das aflições e dificuldades que a pessoa carrega, mas nem sempre aceita ou consegue expressar.

Embora todos nós estejamos passíveis de termos todos os tipos de emoções negativas, sempre há uma que é a principal, e geralmente a mola que desencadeia as demais.

Como mencionado acima, para cada uma das naturezas e expressões humanas, há sempre uma “receita de bolo” que pode ser usada através de florais. E porque não para EFT?

Para o gordinho (kapha):

Preparação: Mesmo que eu guarde meus sentimentos e acumule tristeza em forma de gordura, eu me amo e me aceito…

Lembretes: me entristeço / guardo meus sentimentos / tenho dificuldade de expor o que sinto / prefiro me magoar do que magoar os outros / minha gordura me protege do mundo / …

Pitha (os nervozinhos):

Preparação: Mesmo que eu seja impaciente e sinta muita raiva quando contrariado, eu me amo e me aceito…

Lembretes: sou impaciente / não quero ser contrariado / acho que sempre estou certo / tenho raiva quando não sou aceito / quero controlar as situações / me culpo pela minha raiva / …

Vatha (magros, altos):

Preparação: Mesmo que eu sinta medo e ansiedade, e estes sentimentos possam me provocar insônia, eu me amo e me aceito…

Lembretes: tenho medo do amanhã / tenho dificuldades de viver o hoje / isso me causa medo / meu medo me causa insônia / isso me causa ansiedade / …

Estas são frases genéricas que podem não expressar com exatidão seu problema, mas que podem ser um bom ponto de partida.

 

Leia mais:

Cuidar de nossos pensamentos e emoções é fundamental, já que a origem daquilo que “nós somos” vem daqui… mas você tem consciência daquilo que ingere? 

Buscamos como alimento algo que esteja sempre alinhado com nossas emoções (lei da atração). Faz parte da medicina holística – que nos vê como seres integrados ao todo – compreender que nossa atenção deve estar também em nosso alimento. Mas alguns pontos acabam sendo despercebidos da maioria:

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Rafael Zen

Eu sou fascinado pelos mistérios e conexões entre o corpo, a mente e a consciência. E o que poderia existir de mais transformador do que o conhecimento de si mesmo?
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