Relacionamentos #4 – prática espiritual

Não existe habilidade maior que nós precisamos desenvolver do que os relacionamentos, afinal, sem eles o que seria da vida? Quando entendemos que tudo é interconectado, compreendemos então que saber nos relacionar é a base de tudo o que existe.

E o que dizer então da prática espiritual? Ela igualmente não é algo pra ser vivida apenas nos horários vagos: ela precisa ser cultivada a cada instante de nossa vida. Isso é o que os hindus chamam Sadhana ou “disciplina espiritual”: aproveitar cada instante para o auto aprimoramento.

Relacionamentos podem ser muito bem aproveitados pra isso, porque conforme falamos anteriormente, são ocasiões em que nos espelhamos, nos encaixamos e reconhecemos nossa própria sombra. Por isso, eles podem nos levar ao céu ou ao inferno – e em alguns casos, aos dois em poucos segundos!…

Há quem diga que até as chamadas “almas gêmeas” quando estão despreparadas vivem mais como cão e gato! Isso acontece porque encontrar a “cara-metade” ou a “tampa perfeita da panela” não garante uma vida harmônica a ninguém se ainda existem conflitos em nossa mente. E isso é mais do que natural: o exterior apenas reflete nossos estados interiores – motivo pelo qual muitas pessoas oscilam entre paixão e ódio com tanta frequência. Nestes casos, o relacionamento torna-se um vício: pra continuar nos causando prazer, a dose precisa ser cada vez maior, mas acaba se esgotando cada vez mais rapidamente…

Além disso, é comum creditar a culpa pelo sofrimento à outra pessoa: “me sinto assim por sua causa” – sinal inequívoco da falta de responsabilidade.

Neste momento turbulento que nossa humanidade enfrenta, nunca foi tão importante aprender a relacionar-se. Se esta pratica de alguma forma tem a capacidade de nos colocar em grande sofrimento, na mesma proporção também tem a chave para nos despertar.

Por isso, não espere que seus relacionamentos façam você feliz. Felicidade é fruto da paz interior. Seja sábio: use-os como fonte de autoconhecimento e combustível para o despertar espiritual.

Valeria Zen

Sou fascinada pelo maior de todos os mistérios: o ser humano! Especialista em Desenvolvimento Humano e apoio emocional a gestante.

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7 thoughts on “Relacionamentos #4 – prática espiritual

  1. Olá,eu estou adorando os vídeos de vcs, estou sempre buscando o autoconhecimento e nossa me identifiquei muito, faz dois anos que que casei e já nos separamos 6 vezes e nesse momento estamos tentando nos reconciliar. Todos os defeitos que sempre vi nele, e critiquei e julguei percebo que são meus defeitos, e sempre pensando que ele tinha que mudar, percebo agora que isso vai funcionar melhor se eu mudar, é muito difícil mas eu vou conseguir. Gratidão

  2. Bom Dia Rafael e Valeria!!.. tem mais ou menos uns 40 dias que descobri o EFT e desde então tenho aprofundado os meus conhecimentos nesse âmbito. E colocado em pratica.. De todas as leituras já realizadas a que mais tem contribuído é a que vocês nos disponibilizam..porém ao ver o vídeo de vcs sobre as nossas sombras..me deparo com uma dúvida com relação a isso. A 15 anos conheci o meu companheiro atual que destes os últimos 7 anos estamos como namoridos..digamos assim..rsrsrs..ele hoje com 62 anos, eu com 40, porém durante este tempo ele tem uma outra pessoa, viúva de 72 anos, cuja a mesma o ajuda financeiramente e em troca ele lhe faz cia em eventos sociais, viagens ao exterior..enfim..faz as vezes de “amigo”…ela não tem conhecimento da minha existência ao menos agora nos últimos anos..perante as nossas familiar a dele e a minha temos uma relação oficial, pois ela não frequenta o meio familiar dele e e nem a casa dele, mas ele frequenta o meio social e familiar dela..como vivemos em mundos distintos, ele com ela e ele comigo, isso não gera contratempos, ele consegui administrar isso de forma muito tranquila..eu tenho a minha casa e independência financeira, fico com ele de 3 a 4 dias na casa dele semanalmente, me divido entre a zona sul da cidade e a zona norte..o que me deixa sobre carregada, mas consigo dar conta do recado, tenho 2 filhos, um de 22 e outro de 16 anos e para não deixar o de 16 sozinho em casa, pois o de 22 já mora sozinho, trabalha e faz faculdade em outro munícipio..neste caso minha mãe fica na minha casa enquanto eu fico fora..
    Aí vem a minha duvida pois a minha postura foi a de compreender ser parceira e acreditar que isso vai terminar pois ele esta por se aposentar daqui uns 2 anos e segundo ele..acontecendo isso ele vai se afastar..e de tempos em tempos acabo tendo alguns incômodos por conta de algumas situações que me machucam muito e que geram stress entre nós..por exemplo todos os finais de ano, nós passamos o Natal juntos com as nossas famílias, ou melhor com a família dele e no dia 26 ele já sai de viagem com ela para algum outro país, retornando dali uns 10 dias..e eu acabo ficando com a minha família e reparando a casa dele e os cachorros. Todos os dias da semana ele vai na casa dela jantar, e nos dias que eu estou na casa dele, fico sozinha enquanto ele sai com ela para jantar ou ir ao cinema ou algum outro evento.. É possível identificar a minha sombra diante deste cenário que aqui não tenho como dar maiores detalhes, mas que em síntese é mais ou menos isso..

    1. Olá Lupi, pra mim este cenário deixa claro a falta de auto estima e honestidade que envolve todos os participantes, e esta é a sombra!! Porque uma mulher se sujeita em ser a “outra”?? Será porque ela acredita que não é “boa o suficiente”, que não tem valor, e prefere viver em segundo lugar?

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