Dor nas costas sumiu!

L. Almeida, 60 anos, administrador

Reencontrei um amigo de alguns anos que eu não via há meses. Logo que o vi – um destes “acasos” que a vida nos oferece – percebi um olhar entristecido e um ar cansado. Quando ele estava se despedindo fui falando: estou vendo que o Sr. está meio cansado. Deixa eu te mostrar uma nova técnica terapêutica que você não conhece. Nos sentamos e fiz uma rodada de EFT centrada unicamente na sua capacidade respiratória, apenas pra que ele pudesse perceber o resultado imediato da EFT. Pedi que ele avaliasse sua respiração e me desse uma nota de 0 a 10 – ficou em 7, e iniciamos o processo:

“mesmo que eu tenha uma respiração constrita porque estou enfrentando problemas emocionais, eu me aceito profunda e completamente…”

“mesmo que eu esteja com dificuldades para respirar profundamente, eu aceito meus sentimentos como eles são”

“mesmo que minha inspiração não seja a ideal, e isto ocorra porque existem questões emocionais não resolvidas, eu me aceito profunda e completamente”

Fizemos apenas quatro rodadas do atalho. Ao terminar, perguntei a nota: 9! Já foi o suficiente pra que ele pudesse perceber como algo tão simples tem um poder de mudança tão espantoso! Nos despedimos.

No dia seguinte ele me liga e diz: “não sei bem o que você fez, mas cheguei em casa e fui direto pra cama, parecia uma injeção. Há muito tempo que não dormia tão bem! Vamos marcar uma consulta?” E olha só, foram apenas poucos minutos e totalmente genéricos, não focamos em nenhuma situação específica.

Nos encontramos dois dias depois, desta vez no consultório. Já era nítida a mudança, o semblante parecia de outra pessoa, mais vivo e alegre. Logo no começo ele foi abrindo algumas situações que estava vivendo relacionadas com a namorada e os medos de perdê-la. Iniciamos por este ponto: mesmo que eu tenha medo de perdê-la, mesmo que eu esteja com medo de ficar sozinho, mesmo que me decepcione comigo mesmo ao ter que reiniciar uma nova relação com outra pessoa… Os insights foram surgindo e conduzindo o processo naturalmente, até que surgiu uma lembrança de cerca de um ano atrás, quando este mesmo sentimento de perda havia sido originado por outro ainda maior: lembrou-se de que quando descobriu alguns detalhes relacionados à vida da namorada, coisas que ele desconhecia, sentiu muita raiva e ódio. Fizemos então algum trabalho para zerar estes sentimentos – que ele sequer recordava, muito menos imaginava que ainda estariam provocando alguma somatização – quando ele começou a bocejar, bocejar, bocejar…

O jeito foi “esperar sentado” porque foram TRINTA MINUTOS bocejando ininterruptamente – contei no relógio pra não parecer história de pescador!

Quando ele terminou, depois de algumas lágrimas ao perceber que os sentimentos dele eram pequenos demais – e até desnecessários – diante da situação toda, levantou-se da cadeira pra se esticar quando teve uma grata surpresa: “A dor nas costas que eu estava sentindo há um ano desapareceu… sumiu!”

Siga-me!

Rafael Zen

Eu sou fascinado pelos mistérios e conexões entre o corpo, a mente e a consciência. E o que poderia existir de mais transformador do que o conhecimento de si mesmo?
Siga-me!

Últimos posts por Rafael Zen (exibir todos)

Comente! Sua opinião é importante pra nós!